Educação ao Paciente
Dor
Principal motivo para visitas ao consultório médico, a dor já é interpretada como fator primordial para o direcionamento de uma consulta. De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), o problema é definido como uma experiência sensorial ou emocional desagradável, associada a uma lesão real ou potencial dos tecidos.
Segundo a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor, a incidência de dor persistente no mundo já chega a 40% dos indivíduos e 50% já apresentam algum tipo de comprometimento de suas atividades rotineiras, o que afeta também consideravelmente a sua qualidade de vida.
Por esse motivo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera atualmente a dor como o quinto sinal vital do ser humano, juntamente com a pressão arterial, temperatura, pulso e respiração. Por isso, a queixa deve sempre ser investigada com cuidado, pois muitas doenças importantes podem dar seu primeiro sinal por meio de uma dor forte.
Como avaliar a dor?
Atualmente, os especialistas utilizam um instrumento muito simples chamado de Escala Visual Numérica (EVN). Eles pedem ao paciente que identifique sua dor de acordo com uma escala de zero a dez (zero para nenhuma dor e dez para dor quase insuportável). Em crianças, é utilizada uma idéia semelhante, mas em vez de números são usadas faces (de alegre a mais triste). A escala é uma indicação de como o paciente está realmente se sentindo, direcionando para a escolha do melhor tratamento.
Quais os tipos de dor mais comuns?
- Lonbalgias
- Cefaléias
- Lesões por Esforços Repetitivos (LER)
- Dores musculares
- Hérnia de disco
- Enxaquecas
- Bursite
- Dores abdominais
- Reumatismo
- Dor torácida
- Torcicolos
Fonte: Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
Medicamentos mais usados:
- Não–opióides (incluem os antiinflamatórios, dipirona e parecetamol): são usados principalmente para o tratamento da dor leve
- Opióides fracos: usados principalmente para o tratamento da dor considerada moderada, que vai de 5 a 7 na Escala Visual Numérica
- Opióides (entre eles, a morfina): podem ser utilizados a partir da dor de grau 8, considerada intensa.
Tratamentos complementares:
- Fisioterapia: usada na melhora das estruturas comprometidas.
- Massagens: auxiliam no alívio à sensação de dor, mas devem ter indicação médica.
- Acupuntura: estimula regiões e estruturas da pele com efeito antiinflamatório. Também deve ser encarado como tratamento auxiliar.
- Psicologia: controlar ansiedade, pânico e outras sensações e emoções também pode auxiliar também no alívio da dor.
Links relacionados:
Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor
www.dor.org.br
The National Pain Foudantion
www.painconnection.org.br
American Pain Society
www.ampainsoc.org